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DIROFILARIOSE OU DOENÇA DO VERME DO CORAÇÃO - Doença causada por um parasita (Dirofilaria immitis) que vive no lado direito do coração e grandes vasos cardíacos do animal. Os parasitas se reproduzem lançando um grande número de microfilárias (filhotes) na circulação sanguínea, que são transmitidas a outros cães por meio da picada de mosquitos.
São diagnosticados encontrando-se as microfilárias nos exames de sangue, porém isso nem sempre ocorre, devendo-se utilizar testes sorológicos específicos. Os cães parasitados e não tratados podem desenvolver quadro de insuficiência cardíaca, podendo morrer com a progressão da doença.
  » Medicação Preventiva: A Dirofilariose é uma doença que exige tratamento preventivo durante toda a vida do animal. O tratamento para cães deve ser iniciado a partir de 6 a 8 semanas de idade. Para cães adultos, antes de iniciar o tratamento preventivo, um exame de sangue deve ser feito para descartar a possibilidade de infecção prévia de parasitas adultos.
  » Animais positivos: Os animais com diagnóstico positivo para Dirofilariose podem e devem ser tratados. O tratamento para vermes adultos apresenta alguns riscos e o animal deverá ser avaliado previamente, devendo permanecer confinado durante o período do tratamento. Na Dirofilariose a prevenção continua sendo o melhor remédio.

OTITE EXTERNA - Otite externa é a inflamação ou infecção do canal externo da orelha. Muitos fatores podem causar ou contribuir para o desenvolvimento de otite externa em cães e gatos. Parasitas (carrapatos, sarna de orelha), corpos estranhos (grama, medicação ressecada, cerume, pêlos mortos), alergias (dermatite atópica, alergia alimentar) e doenças que alteram a renovação de pele (desordens de queratinização) são consideradas como fatores que podem causar otite externa.
Fatores que predispõe um animal a desenvolver otite externa incluem a estrutura da orelha (orelhas caídas, com muitos pelos, canais auditivos longos e estreitos), erros no tratamento ou limpeza das orelhas (higienização agressiva com produtos inadequados e cotonetes), e doenças que obstruem o canal (edema do tecido da orelha). Fatores que usualmente não causam otite sozinhos mas podem ser um problema significativo para o tratamento são infecções bacterianas e fúngicas. Às vezes, em casos longos de otite, a doença pode ultrapassar o tímpano (orelha média – otite média), e esse problema também deve ser tratado.
O mais importante é reconhecer todos os fatores que podem estar associados com o problema da orelha do seu animal. Identificação e tratamento de todos esses fatores são o segredo para o sucesso do manejo clínico da otite externa.
Alguns exames podem ser necessários, incluindo exame da secreção ótica no microscópio, culturas bacterianas da secreção, exames de sangue ou testes dérmicos para alergias, mudança de dieta para descartar alergia alimentar como causa da otite e radiografias de crânio para auxiliar no diagnóstico de otite média. Uma ou mais lavagens das orelhas podem ser necessárias para seu animal. Isso pode ser feito simplesmente limpando as orelhas sob mínima sedação ou de uma maneira mais efetiva, necessitando de mais tempo e anestesia geral.
O objetivo de resolução completa do problema de orelhas do seu animal depende muito da sua habilidade de limpar e medicá-la, seguindo corretamente a terapia e retornando sempre que solicitado para reavaliações pelo seu veterinário. Otites externas recorrentes que não são manejadas corretamente podem causar alterações irreversíveis no canal auditivo, sendo a mais importante delas o estreitamento do canal. Esse estreitamento dificulta que as medicações e as soluções para limpeza cheguem à área afetada e também não permitem que o cerume normal saia do canal. Mesmo se a orelha do seu animal parecer melhor (menos secreção, menos odor, sem desconforto), a doença pode não estar totalmente resolvida e suspender a terapia precocemente pode diminuir a chance de cura. Em alguns casos, o problema de base não pode ser determinado ou corrigido. Nesses casos, uma higienização freqüente e um protocolo medicamentoso podem ser necessários. Seguindo esses protocolos, a maioria das otites pode ser controlada com mínimo tempo e esforço pra você e mínimo desconforto para seu animal.
A limpeza apropriada é parte vital do programa para otite. O canal da orelha deve estar livres de todos os debris antes de qualquer medicação ser instilada no conduto. Seu animal pode relutar em ter sua aurícula limpa no inicio, mais tende a aceitar melhor com o tempo. Se a orelha estiver vermelha e sensível no inicio do tratamento, uma limpeza gentil e completa pode ajudar. Após encher a orelha com a solução de limpeza indicada, massageie a base do conduto para soltar os debris e secreções. Os debris podem depois ser massageados para fora do canal, limpando com algodão seco. Esse procedimento deve ser repetido diversas vezes, até limpar totalmente a orelha, e então a medicação é colocada na orelha e massageada para dentro. Cotonetes nunca devem ser usados para limpar as orelhas, exceto as dobras externas. A chave para uma boa limpeza é ser consistente e delicada.
Reavaliações no hospital também são parte de um manejo clínico bem sucedido. Apesar da orelha parecer normal para você, pode ser necessário continuar com a medicação e as limpezas para a resolução completa da inflamação ou infecção. E, em casos especiais de otite crônica, um protocolo medicamentoso precisa ser formulado baseado nas reavaliações do veterinário.

SARNA DEMODÉCICA - Doença de pele causada por um ácaro microscópio encontrado nos folículos da pele. Nos cães que apresentam a doença, esses parasitas se proliferam em largo número na pele e nos folículos pilosos. A causa exata do aparecimento da doença não está definida, porém acredita-se haver um envolvimento genético. Existe também a possibilidade do animal adquirir a doença de suas mães 2 ou 3 dias após o nascimento através da lactação.
A doença pode envolver pequenas áreas da pele (sarna demodécica localizada), ou grandes áreas do corpo (sarna demodécica generalizada). A doença se manifesta em cães jovens, e as raças de pelo curto são mais afetadas. Por não se saber a causa exata da doença não é recomendado a reprodução dos cães sintomáticos.
A forma localizada é mais comum, e normalmente apenas algumas áreas do pelame são afetadas. Na forma localizada tem recuperação completa após tratamento, podendo ter reincidências esporádicas durante determinados períodos de sua vida.
A forma generalizada da doença é mais grave e difícil de ser tratada, pois grandes áreas do corpo podem ser afetadas e frequentemente acometidas por infecções bacterianas. Nesses casos a pele fica vermelha, inchada, quente e com pústulas, apresentando odor forte. Enquanto a maioria dos casos podem ter cura, outros podem ser apenas controlados e periodicamente tratados. Existe também uma manifestação crônica que atingem as patas dos cães, chamada de pododermatite demodécica, de difícil tratamento.
O diagnóstico normalmente é feito através de exame em microscópio de raspado de pele onde os ácaros são facilmente visualizados. Na ausência de ácaros e com quadro clínico muito sugestivo, repetidos raspados de pele em diferentes lesões podem ser necessários, e raramente biópsia de pele.
O tipo de tratamento assim como o tempo de terapia pode depender da forma de sarna demodécica apresentada, da presença ou não de infecção bacteriana e do tempo de evolução. Podem ser usados banhos periódicos com produtos específicos, antibióticos e/ou medicamentos indicados para o controle do ácaro, e normalmente se estendem por toda a vida do animal.

QUIMIOTERAPIA - Droga ou químico para tratar qualquer doença é uma quimioterapia, comumenteutilizado para tratar câncer. O objetivo da quimioterapia na veterinária é aumentar a expectativa de vida e melhorar a qualidade de vida desses animais com câncer.
  » Como a quimioterapia funciona?
Câncer pode ser definido como um crescimento celular rápido e incontrolável. Drogas anticancerígenas funcionam bloqueando o crescimento e a divisão celular. Diferentes drogas agem em diferentes fases desses processos. Em muitos casos, uma combinação de drogas é a maneira mais efetiva de matar as células cancerígenas ou retardar o seu crescimento.
  » Como a quimioterapia é dada?
As maiorias das drogas anticancerígenas são dadas por boca ou por injeções. A via escolhida depende do tipo de droga e do tipo do câncer.
  » Quanto tempo meu animal vai receber quimioterapia?
A duração e a freqüência da administração das drogas depende do tipo do câncer e da tolerância do paciente a essas drogas. O tratamento pode ser diário, semanal ou mensal.
  » Eu tenho risco de exposição a essas drogas?
Sim. As maiorias dos quimioterápicos são muito potentes e devem ser manuseados com cuidado. Alguns são carcinogênicos e podem causar câncer com exposição prolongada. Com drogas administradas por via oral é importante manter os comprimidos ou cápsulas fora do alcance de crianças em recipientes adequados. Quando manusear essas drogas deve-se usar luvas. A urina e as fezes do animal podem ser contaminadas com componentes ativos da droga por vários dias após a administração. Sempre evite o contato com urina e fezes de animais recebendo quimioterapia. Use luvas para limpar os dejetos e lave bem as superfícies.
  » Meu animal vai ter efeitos colaterais?
Pode ser. Veterinários tentam escolher dosagens e combinações que causem os menores efeitos colaterais possíveis. O ideal seria o animal que recebe quimioterapia não perceber que ele ou ela está doente. Entretanto, as drogas usadas são extremamente potentes e efeitos colaterais podem ocorrer. O potencial para efeitos colaterais deve ser considerado em relação aos benefícios da quimioterapia e dos efeitos adversos de deixar o câncer sem tratamento. A escolha da quimioterapia para seu animal é uma decisão individual.
  » Quais são os efeitos colaterais mais comuns?
O efeito colateral mais freqüentemente descrito pelos donos é que os animais parecem “desligados” por 1 ou 2 dias. Isso deve significar que o animal fica discretamente menos ativo e excitado que o normal para comer. Mais raramente o animal pode pular 1 ou 2 refeições, ter um episódio de vômito ou diarréia, sangue na urina ou ficar letárgico. Infelizmente não há como prever qual animal vai ter reações mais severas. O animal recebendo quimioterapia precisa ser observado de perto e ser levado ao veterinário aos primeiros sinais de doença ou alterações comportamentais.

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